Jodhpur – India

Minha segunda cidade na Índia foi Jodhpur, no estado do Rajasthan, mais conhecida como Blue City. A cidade é conhecida assim por a maioria das casas serem na cor azul.

As casas são dessa cor pois no verão devido ao extremo calor a tinta azul faz com que a temperatura das casas diminua e ao mesmo tempo a cor azul que eles aplicam na casa está com produtos para afastar os mosquitos que são presentes na cidade em grande número.

Depois de uma viagem de trem por 12 horas saindo de Delhi, chego em Jodhpur. Já ouvi gente dizendo que a India é tudo igual, que as cidades são a mesma coisa, e na boa, não é.

Logo chegando na estação de trem vi um cenário totalmente diferente do que tinha visto em Delhi.

Além do clima diferente de Delhi, a poluição é muito menor e a cidade é muito menos turbulenta. Claro que continua sendo Índia, mas a atmosfera é mais acolhedora.

Saindo da estação, uma quantidade grande de indianos já vem falar com você, oferecendo taxi, tuk tuk, bicicleta, e tudo o que você pode imaginar para te levar no destino que deseja. Ai escolhi o tuk tuk por ser o mais barato, perguntei o preço, achei razoável e fui.

Em menos de 10 minutos lá estava eu no hostel que Amit tinha reservado pra mim, HostelLaVie, hostel muito bacana, quartos compartilhados muito bons, um rooftop de qualidade. Cheguei, fui pro meu quarto, tomei um banho e me arrumei pra conhecer a cidade. Meu plano era conhecer naquele dia somente o Mehrangarh Forte, mas como Índia é Índia, não foi somente isso que aconteceu.

Eu depois de banho tomado, saindo do hostel, perguntei ali na vizinhança o caminho para o forte e me explicaram pra ir em tal direção. Andando pelas vielas da cidade e vendo aquelas favelas azuis, novamente me senti num cenário de filme. Nesse meio tempo, muitas crianças vinham pedir bala, caneta, presentes, selfies. E não posso negar, você se sente uma celebridade, tirava selfie, parava pra conversar, dava bala pra criançada. É uma vibe muito legal.

Seguindo a caminho do forte encontrei dois rapazes sentados numa mureta olhando a paisagem e fumando cigarro, ambos indianos. Eles notaram que eu estava meio perdido olhando meu celular e já logo vieram se aproximando de mim. Novamente vou ser sincero, fiquei com medo, era meu primeiro dia na índia sem guia turístico, sem ninguém, somente eu e Deus. Mesmo com medo comecei a conversar com eles e ambos me falaram que me davam uma carona na moto até o Forte, só pediram pra eu sentar ali com eles e esperar eles terminarem de fumarem. Ai te bate aquela dúvida. E ai? Fico? Vou embora? O que eu faço?

O que fiz?

Segui meu coração, fiquei com a rapaziada, o nome deles são Ashish Vyas e Mohit Mutha. Quando vi, estava ali conversando com eles por mais de horas, um papo muito legal, eles me contando do dia a dia deles, de como funcionava a cidade, da família, de religião, de culinária, de como eles são apaixonados por comida, e muitos outros assuntos. Depois de horas de conversa eles me ofereceram pra dar uma volta na cidade de moto. Não pensei duas vezes, já tinha pego confiança na rapaziada e até me sentindo mal por ter pré julgado os meninos.

Ai na hora de subir na moto perguntei, cade a outra moto?

Éramos em 3 e vi somente uma moto. Eles começaram rir sem parar. Ashish disse pra eu ficar tranquilo, que lá em Jodhpur é totalmente comum 3 pessoas andarem numa moto, 3 era mais que normal, cheguei a ver lá moto com 5 pessoas, sem mentiras, um casal e 3 crianças no meio dos pais. Capacete então, algo inexistente por lá. Ai com aquele frio na barriga. Não, sinceridade, não era frio, era uma tempestade de gelo, fui com a molecada.

Andamos de moto pela cidade todinha, viela atrás de viela, desviando de gente, de outras motos, de tuk tuk, de vaca, cachorro, macaco e a habilidade do Ashish na moto era algo surreal, malandro era bom na motinha.

Eles foram me mostrando as vielas, os pontos famosos da cidade, os comércios mais importantes, paramos em alguns templos hindus, e ter a oportunidade de ver o carinho e respeito que eles tem pela religião deles é algo bonito de se ver, passamos em frente a algumas mesquitas muçulmanas e eles se recusavam a parar, sabe como é né, aquela rixa clássica religiosa existente na Índia entre Hindus e Muçulmanos.

Passei o dia todo com eles e depois de um bom tempo Ashish comentou se eu não queria ir na casa dele. Poxa, me senti honrado, com sorriso no rosto aceitei e vi que ele vibrava também por estar fazendo amizade com um estrangeiro. Em todo o role pela cidade ele parava de comércio em comércio e me apresentava pros amigos, falava tudo em Hindi, mas eu conseguia sentir que ele queria mostrar pros colegas que tava com um amigo estrangeiro. Lembrei meus tempos de colégio quando um amigo meu estava recebendo na casa dele uma francesa que estava fazendo intercâmbio, ele levava a menina pra toda escola ver, desfilava com ela como se fosse um troféu, e me senti ali como aquela francesa da época de escola, ao mesmo tempo que ele se divertia me apresentando com orgulho pros amigos, eu estava ali vendo de perto a cultura indiana e como funcionava a vida daquele povo. Que momento. Obrigado Universo.

Chegando na casa dele a receptividade foi emocionante, fui tratado com muito carinho, veio tia, primo, prima, avô, avó, mãe, pai, irmã, papagaio, tudo pra me ver, conversar comigo, tirar foto, abraçar.

E escrevendo tudo isso aqui, me faz remeter aquele momento e a sensação é muito boa, que momento feliz. A mãe estava preparando uma refeição e sentei junto com eles na mesa pra comer. Ai meus caros veio o primeiro desafio do dia, onde estavam os talheres?

Eles não tem costume de usar garfo e faca, eu tinha que comer com a mão mesmo. Mas vamos lá, to viajando, tinha e queria viver a cultura do país. Minha barba tá um pouquinho grande e garanto pra vocês que foi no mínimo engraçado comer com a mão. Não vou entrar em detalhes, mas depois da refeição, quase enfiava a cabeça debaixo da torneira pra tirar os resquícios de comida. Eles comentaram que é tudo questão de prática, eles comiam com a mão numa grande facilidade. Um dia eu chego lá. Ou não.

Depois do jantar ficamos conversando e nessa conversa me veio uma das maiores reflexões da viagem. Era de fato uma familia humilde e começaram a perguntar o que eu fazia na Australia, como era a minha vida e tudo mais. Depois foi minha vez de perguntar e perguntei como era a vida deles na Índia, se eles eram felizes com a vida que eles levavam. E a resposta foi um soco no estômago.

Disseram pra mim: “Rodrigo, olha pra nossa casa, olha pra nossa vizinhança”.

E eu olhava, era algo muito distante da minha realidade e muito distante da realidade da maioria de meus amigos e pessoas com que eu cresci. A vizinhança era, comparando com o Brasil, como se fosse uma favela, porém diferente no aspecto de higiene e limpeza, a cidade é lotada de vacas, macacos, fezes por todo lugar, esgoto a céu aberto. Higiene não é o forte da Índia.

E ai eles continuaram : “A gente ama esse lugar, Jodhpur é maravilhosa, tenho uma familia com saúde, muitos amigos, por onde andamos aqui somos conhecidos, vivemos numa comunidade muito unida, um ajuda o outro, não temos muito dinheiro, mas comida aqui não falta na nossa mesa, Jodhpur há alguns anos era muito pior, agora está linda desse jeito, amo minha cidade, amo minha família perto de mim, não faz nenhum sentido eu me mudar daqui, somos muito, mas muito feliz”

O que vou falar agora é “clichezão”, todo o mundo fala, mas foi o que vi, foi o que senti. Aquela família, com a condição que vive, condição tão diferente de tanta gente que conheço, tem sorrisos muito mais sinceros e muito mais alegria que muito milionário por ai. Vi naquela família uma alegria que não vejo em muita gente, tanto no Brasil quanto na Austrália. Na Austrália então, você conhece muita família com uma condição social ótima, com toda a infraestrutura que um país de primeiro mundo fornece, como saúde, educação, emprego, e sinceramente eu muitos vezes não vejo a alegria, a felicidade, a realização de vida nessas pessoas. Aquela família indiana, com aquela simplicidade e aquele sorriso estampado no rosto me mostrou e comprovou o que já é fato pra muita gente, mas ainda não era pra mim, que pra ser feliz basta pouco, ser feliz é algo muito mais interno do que externo. Foi o que senti, foi o que vi com meus olhos. Foi a minha experiência. Vale a reflexão.

A rapaziada depois foi comigo no Forte, e depois me deixou no Hostel. E claro, combinamos que no dia seguinte iriamos passar o dia juntos novamente. O Forte depois daquele dia intenso, cheio de aventura e significado pra mim, foi totalmente sem graça.

Dia seguinte depois da aula dos meninos eles me pegaram no Hostel de moto. Destino? Me levaram na escola deles. Cheguei na escola e aquela loucura se repetia, os meninos me apresentaram pros amigos deles, foto pra lá, foto pra cá, todos querendo conversar comigo, quando reparava, era eu conversando e dezenas deles na minha volta, entrei na sala de aula deles, falei com a professora, conversei com eles sobre o Brasil e nossa cultura, todos vidrados, olhando pra mim e prestando a maior atenção a cada detalhe que eu falava. Depois dali fomos comer em um restaurante, eles não deixaram eu pagar por nada, e depois por fim me deixaram no Hostel, ali era meu último dia com eles, pois ambos estavam em provas na escola e nos próximos dias tinham que ficar na escola em período integral, então era a hora da despedida, com coração apertado dei um forte abraço neles, agradeci, e tive a infelicidade de falar que queria dar algum dinheiro pra eles, pois pagaram meu jantar por dois dias, não gastei uma rúpia se quer. A resposta deles: “Se voce insistir nós vamos ficar ofendidos, só queremos que você volte aqui em Jodhpur uma outra vez”.

Com certeza Ashish e Mohit, voltarei. Minha gratidão eterna pelos momentos que vivemos juntos. Obrigado.

Cheguei no hostel cansado, a barulheira da cidade, as buzinas intermináveis nos primeiros dias de viagem me cansaram bastante, muita dor de cabeça. Cheguei disposto a ir pro quarto e dormir, mas antes ia dar um pulo no rooftop só pra ver dali de cima a vista do pôr do sol que me disseram que era bem bacana. Chegando lá, encontro um indiano sentado e ele logo puxa assunto comigo, seu nome é Shashank, grande ser humano, inteligentíssimo, mora em Delhi e estava passando uns dias de folga em Jodhpur, aprendi muito com ele sobre diversos assuntos. Logo em seguida Samer Youssef da Suécia, e Bernard Denys da Bélgica, se juntou com a gente. Conheci lá também Justin Brow dos EUA, Genevieve Boekeman e Owen Gibson da Austrália e Meera Patel da Inglaterra. O restante dos dias passamos juntos, exploramos a cidade, conversamos bastante sobre a cultura do país de cada um, escutamos opiniões diversas sobre assuntos diferentes, tivemos grandes momentos juntos. Eu, Bernard e Samer fomos juntos para o próximo destino que foi a cidade de Jaisalmer. Onde falarei mais no meu próximo post.

Jodhpur comparando com Delhi foi muito melhor, conheci indianos que não só estavam interessados no meu dinheiro, fiz grandes amigos, e vi que a loucura maior mesmo era em Delhi por ser uma cidade grande. Jamais vou esquecer dos momentos no rooftop com os amigos que fiz de diferentes lugares do mundo, um mix de nacionalidade, crenças, gostos. E claro, jamais vou esquecer dos amigos indianos que me pararam na rua, nos meus primeiros 10 minutos de cidade. Novamente segui meu coração e deu no que deu. Mais um grande momento no livro da minha vida.

Lá embaixo depois do texto em inglês estão algumas fotos que tirei em Jodhpur.

Obrigado Jodhpur

Obrigado Universo.


English:

My second city in India was Jodhpur, in the state of Rajasthan, better known as Blue City. The city is known for the fact that most of the houses are blue in color.

The houses are this color because in summer due to the extreme heat the blue paint causes the temperature of the houses to decrease and at the same time the blue color they apply in the house is with products to ward off mosquitoes that are present in the city in large numbers .

After a 12 hour train journey from Delhi, I arrive in Jodhpur. I’ve heard people saying that India is all the same, that cities are the same, it is not.

Arriving at the train station I saw a totally different scenario from what I had seen in Delhi.

In addition to the different climate of Delhi, the pollution is much lower and the city is much less turbulent. Of course India remains, but the atmosphere is more welcoming.

Leaving the station, a large number of Indians come and talk to you, offering Taxi, tuk tuk, bike, and everything you can imagine to take you to the destination you want. Then I chose tuk tuk for being the cheapest, I asked the price, I found it reasonable and I went.

In less than 10 minutes I was in the hostel that Amit had booked for me, HostelLaVie, very nice hostel, very good shared rooms, a quality rooftop. I arrived, went to my room, took a shower and got ready to see the city. My plan was to know that day only the Mehrangarh Fort, but as India is India, that was not all that happened.

After bathing, leaving the hostel, I asked in the neighborhood the way to the fort and they explained to me to go in that direction. Walking through the alleys of the city and seeing those blue slums, I felt myself again in a movie setting. In the meantime, many children came to ask for coins, pens, gifts, selfies. And I can not deny it, you feel like a celebrity, take selfie, stop to talk, give bullet to the kids. It’s a really cool vibe.

On the way to the fort I found two young men sitting on a wall looking at the landscape and smoking cigarettes, both Indians. They noticed that I was kind of lost looking at my cell phone and they were already approaching me. Again I will be honest, I was scared, it was my first day in India without tour guide, without anyone, just me and God. Even with fear I started to talk to them and both told me that they gave me a ride on the bike to Fort, they just asked me to sit there with them and wait for them to finish smoking. Then that doubt hits me. What’s up? Stay? Leave? What do I do?

What did I do?

I followed my heart, I stayed with the boys, their names are Ashish Vyas and Mohit Mutha. When I saw them, I was talking to them for hours, a very nice talk, they were telling me about their day to day life, how the city worked, the family, religion, cuisine, how they are passionate about food, and many other subjects. After hours of talk they offered me a ride on the motorcycle city. I did not think twice, I already had confidence in the boys and even feeling bad for having judged the boys.

Then when I got on the bike, I asked, “Where’s the other motorcycle?”

We were in 3 and I saw only one motorcycle. They started laughing. Ashish told me to stay calm, that in Jodhpur it’s totally common for 3 people to ride a motorcycle, 3 was more than normal, I got to see a motorcycle with 5 people, without lies, a couple and 3 children in the middle of their parents. Helmet then, something non-existent there.

We rode motorcycle through the whole city, back alley, diverting people, other bikes, Tuk Tuk, cow, dog, monkey and Ashish’s ability on the bike was something surreal, he was good in the motorcycle.

They were showing me the alleys, the famous sights of the city, the most important shops, we stopped at some Hindu temples, and having the opportunity to see the affection and respect they have for their religion is something beautiful to see, we pass on to some Muslim mosques and they refused to stop, you know, that classic religious feud in India between Hindus and Muslims.

I spent all day with them and after a while he commented if I did not want to go to his house. I felt honored, with a smile on my face I accepted and I saw that them also vibrated to be making friends with a foreigner. All the way through the city he stopped trading and introduced me to friends, he spoke everything in Hindi, but I could feel that he wanted to show his colleagues that he was with a foreign friend. I remembered my high school days when a friend of mine was receiving in his house a French woman who was traveling, he took the girl to school to see, walking with her like a trophy, and I felt there like that French girl, at the same time as he amused himself by introducing himself with pride to his friends, I was there watching Indian culture closely and how the life of that people worked. What moment. Obrigado Universe.

Arriving at his house the receptivity was exciting, I was treated with great affection, came aunt, cousin, grandfather, grandmother, mother, father, sister, parrot, dog, everything to see me, talk to me, take a picture, embrace.

And writing all this here makes me refer that moment and the feeling is very good, what a happy moment. The mother was preparing a meal and I sat down with them at the table to eat. And came the first challenge of the day, where were the cutlery?

They have no custom of using fork and knife, I had to eat with my hands. But come on, I was traveling, I had and wanted to live the culture of the country. My beard is a little big and I assure you that it was at least funny to eat with my hand. I will not go into detail, but after the meal, I would almost thrust my head under the tap to remove the remnants of food. They commented that it is all a matter of practice, they ate with the hand at great ease. One day I’ll get there. Or not.

After dinner, we talked about one of the greatest reflections of the trip. It was indeed a humble family and they began to ask what I do in Australia, what my life was like. After I start asking how their lives were in India, if they are happy with a life they led. And the answer was very thoughtful.

They said to me, “Rodrigo, look at our house, look at our neighbourhood.”

And I looked, it was something very far from my reality and very far from the reality of most of my friends and people with whom I grew up. The city was similar to the slums of Brazil, but different in the aspect of hygiene and cleanliness, the city is full of cows, monkeys, faeces everywhere, open sewage.

And then they went on: “We love this place, Jodhpur is wonderful, I have a family with health, many friends, and we are known here, known in a very united community, we look to each other, we don’t have much money but food here, thank God, we have in abundance. Jodhpur a few years ago was much worse, now it’s beautiful this way, I love my city, I love my family near me, it makes no sense for me to move from here, we are very, very happy ”

What makes me talk now is cliche, everyone talks about it, but that’s what I saw, that’s what I felt. That family, with a living condition, a condition so different from people I know, has much more sincere smiles and much more joy than a lot of millionaires. I saw in that family a joy that I do not see in many people, both in Brazil and in Australia. In Australia then, you know a lot of family with a social condition, with all the infrastructure that a first world country gives, such as health, education, and my friends, I often do not see joy, happiness, a fulfilment of life in these people. That Indian family with that simplicity and that smile on the face showed me and proved what is already true for many people, but it was not for me yet. I understood that to be happy I do not need much, to be happy is something much more internal than external. That’s what I felt, that’s what I saw with my eyes. It was my experience. Worth the reflection.

The guys later went with me not to the Fort, and then left me Hostel. The Fort after that intense day, full of adventure and meaning for me, was totally bland.

Next day after the boys’ class they picked me up at the Hostel. Destiny? They took me to their school. I arrived at school and that crazy thing was repeated, the boys introduced me to their friends, a lot of pictures there, everyone wanting to talk to me, when I noticed, it was me talking and dozens of them around me, I went into their class, I talked to the teacher, I talked to them about Brazil and our culture, all glazed, looking at me and paying attention to every detail I spoke. After that we went to eat in a restaurant, they did not let me pay for anything, and then they left me at the Hostel, it was my last day with them, because they were both in exams at school and in the next days they had to stay in school in full time, then it was farewell hour, with a tight heart I gave them a strong hug, I thanked them, and I had the misfortune to say that I wanted to give them some money, because they paid my dinner for two days, I did not spend a rupee. Their response: “If you insist we’ll be offended, we just want you to come back here in Jodhpur one more time.”

Certainly Ashish and Mohit, I will be back. My eternal gratitude for the moments lived together. Thank you. Obrigado.

I arrived at the hostel tired, the noise of the city, the interminable horns in the first days of travel tired me enough, a lot of headache. I arrived ready to go to the bedroom and sleep, but I was going to the rooftop just to see from the top of the view the sunset that I was told was pretty cool. When I got there, I met an Indian sitting down and he soon came and talked to me, his name is Shashank, a great human being, very clever, living in Delhi and spending a few days off in Jodhpur, I learned a lot from him about various subjects. Soon Samer Youssef of Sweden, and Bernard Denys of Belgium, joined with us. I also met Justin Brow from USA, Genevieve Boekeman and Owen Gibson from Australia and Meera Patel from England. The rest of the days we spent together, we explored the city, we talked a lot about each other’s country culture, I heard diverse opinions about different subjects, we had great moments together. I, Bernard and Samer went together to the next destination that was the city of Jaisalmer. I will tell more in my next post.

Jodhpur comparing with Delhi was much better, I met Indians who were not only interested in my money, I made great friends, and I saw that busy stuff was in Delhi for being a big city. I will never forget the moments on the rooftop with the friends I made from different places in the world, a mix of nationality, beliefs, tastes. And of course, I will never forget the Indian friends who stopped me on the street in my first 10 minutes of town. Again I followed my heart and it was better than expected. Another great moment in the book of my life.

Thank you Jodhpur.

Obrigado Universe.

Below are some photos I took in Jodhpur.

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